Possibilidades
pedagógicas na web 2.0
Sessão temática: G - Sistemas em
Educação
Adriano Carlos
Ribeiro (adrianocribeiro@hotmail.com) - PPGEGC/UFSC
Cláudio Henrique
Schons (claudioschons@gmail.com) - PGCIN/UFSC
Resumo: O presente artigo
discorrerá sobre o contexto da contribuição da Web 2.0 nos sistemas
de educação online, destacando a
importância da construção do conhecimento coletivo. Para dar
suporte teórico descreveremos os
sistemas de aprendizagens virtuais, dando ênfase nas
plataformas aonde o ensino é
aplicado, neste mesmo sentido também inserimos a importância da
participação dos professores e
tutores. Para lograr tal êxito, serão abordadas as principais
dificuldades encontradas por estes
atores nas plataformas de ambientes virtuais. Será também
destacada a situação delicada da
evasão por parte dos alunos, esta por sua vez a conseqüência
mais robusta da educação à
distância. Diante deste cenário, vislumbramos a Web 2.0 como um
divisor no aprendizado virtual
pois na medida em que sua capacidade de interação torna-se o seu
principal atributo, alicerçado num
arcabouço de opcionais agregados, as ferramentas disponíveis
na Web 2.0 possibilitam ofertar ao
ensino um novo olhar, com ênfase no conhecimento coletivo
e na comunicação síncrona e
assíncrona. No que diz respeito as ferramentas da Web 2.0,
utilizou-se como referência para o
presente artigo os wikis, blogs e podcasts em função de serem
as mais difundidas e utilizadas no
meio educacional.Em relação ao contexto da Web 2.0, sabe-se
que a mesma pode ser utilizada
para diversos fins, todavia no presente artigo buscou-se estudar
sua aplicação como ferramenta de
apoio ao campo educacional e pedagógico conforme propósito
do referido artigo.
1. Introdução
O Brasil iniciou suas atividades
de Educação a Distância – EaD através dos cursos
técnicos de correspondências no
fim da década de 1930 ou 80 anos após o início de tais
atividades educacionais na Europa
e de 50 anos na América do Norte.
Já na década de 1970, o Brasil era
um dos países líderes em EaD no mundo, com cursos
em mídias variadas, tais como:
televisão, rádio e material impresso.
Neste contexto, é importante
destacar a contribuição deste modelo de EaD para o nosso
país, que devido a distância
geográfica entre os estabelecimentos de ensino e as necessidades de
aprendizagem proeminentes,
contribuíram para reduzir a lacuna do conhecimento dos brasileiros,
no período ora empreendido.
O advento da tecnologia
consubstanciado com a melhoria da sua oferta a todos os rincões
deste país (obviamente que nesta
vertente, a disponibilidade desta tecnologia ainda está aquém
da demanda), torna a aprendizagem
online, um recurso tangível, que está emoldurando um novo
conceito de aprender. Assim
atuando na mesma via do ensino presencial, porém adotando
diretrizes distintas, que
contribuem para construção do saber.
O avanço da educação à distância
com recursos tecnológicos é notável. Então, surge
campo propício para seu
aprimoramento, seja através das plataformas de ambientes virtuais
ofertadas bem como o uso de
ferramentas para a disseminação do conhecimento adquirido.
O advento da tecnologia
consubstanciado com a melhoria da sua oferta a todos os rincões
deste país, torna a aprendizagem
online cada vez mais um recurso tangível, emoldurando um
novo conceito de aprender.
Nesse contexto, o presente artigo
busca trazer uma reflexão sobre a participação dos
sistemas de educação online no
processo de ensino e aprendizagem sob a perspectiva de uso das
ferramentas da Web 2.0 no sentido
de promover a interação e o compartilhamento de
conhecimento.
Abordaremos os sistemas de
educação online, dando ênfase ao learning management
system - LMS e os
ambientes virtuais de aprendizagem - AVA, que fornecem suporte para o
aprendizado virtual, assim,
destacaremos sua importância, conceitos e ramificações.
Ressaltaremos a necessidade do
compartilhamento do conhecimento como fator que
diferencia a aprendizagem, tendo o
aporte teórico de Nonaka e Takeuchi, conceituando a criação
do conhecimento organizacional.
Por fim, destacaremos a
importância dos ambientes virtuais com os atributos da Web 2.0,
que são fecundos em disseminar
conhecimentos de forma coletiva, tendo como suporte suas
ferramentas tais como blogs;
wikis; e podcasts, que utilizam conceitos de aprendizagem
coletiva
proporcionando a seus atores
participantes uma diversidade de opções para a aprendizagem
online, principalmente no que
tange a interatividade.
Com referência a metodologia
aplicada, trata-se de um artigo de revisão, de caráter
exploratório e de natureza
qualitativa, ao qual utilizou-se como subsídio, fontes primárias como
artigos científicos e livros. Em
relação ao contexto explorado da Web 2.0, sabe-se que a mesma
pode ser utilizada para diversos
fins, todavia, no presente artigo buscou-se estudar sua aplicação
como ferramenta de apoio ao campo
educacional e pedagógico conforme propósito estabelecido
no mesmo. Espera-se com a produção
do presente artigo contribuirmos para o desenvolvimento
de estudos futuros acerca do tema
exposto.
2. Sistemas de
educação online
Com o avanço das redes de
computadores, os sistemas de educação online ganharam
grande destaque na medida em que
proporcionam uma série de vantagens ao processo de ensino
e aprendizagem.
A possibilidade de diferentes
formas de comunicação e interação propiciadas pelo
desenvolvimento tecnológico, a
qual caracteriza a sociedade em rede, propiciou que a educação
online participasse deste contexto
evolutivo utilizando as tecnologias emergentes. Um exemplo
concreto é o uso das tecnologias
que compõem a Web para o ensino online, como as ferramentas
da Web 2.0.
Nesse contexto, Moran (2003)
caracteriza a educação online como “um conjunto de ações
de ensino-aprendizagem
desenvolvidas por meios telemáticos, como a Internet, a
videoconferência e a
teleconferência”.
A educação online para Moran
(2003) pode ser composta por cursos totalmente virtuais,
sem contato físico - passando por
cursos semi presenciais – ou por cursos presenciais com
atividades complementares fora da
sala de aula, utilizando a Internet . Logo, a educação online
redimensiona o conceito de
“distância” proporcionando a inserção de novos elementos como a
interatividade e a aprendizagem
colaborativa, ou seja “além de aprender com o material, o
participante aprende na dialógica
com outros sujeitos envolvidos (...) através de processos de
comunicação síncronos (...) e assíncronos (...)”.
(SANTOS, 2005)
Dentre os ambientes de suporte a
educação online, destacam-se o LMS e o AVA.
Os LMS´s surgiram no intuito de
suportar o processo de ensino e aprendizagem através
das redes de computadores,
caracterizando-se como sistemas projetados para organizar e
possibilitar acesso a serviços da
aprendizagem online permitindo um maior controle, provisão
de conteúdo de aprendizagem,
ferramentas de comunicação e organização de grupos de usuários
(PAULSEN, 2007).
Os LMS's atuam como uma ferramenta
de gestão na educação online, no sentido de
prover funcionalidades para o
gerenciamento de cursos online tais como controle dos
participantes (alunos, professores
e tutores), relatórios de acesso e de atividades, além de
diversas possibilidades de
interação e de disponibilização de conteúdos.
Dentre os LMS´s mais conhecidos e
difundidos no meio educacional podem ser citados: o
Moodle, o TelEduc, o e-ProInfo, o
WebCT e o AulaNet.
Já os AVA's representam de forma
sistêmica o espaço fértil para o conhecimento ser
assimilado e difundido de forma
coletiva, adquirindo neste sentido importância quanto a sua
funcionalidade e os resultados por
este auferidos pelos atores deste processo.
Segundo Vavassori e Raabe (2003),
o AVA “(...) é um sistema que reúne uma série de
recursos e ferramentas, permitindo
e potencializando sua utilização em atividades de
aprendizagem através da Internet
em um curso a distância”.
Na mesma direção, Santos (2003, p.
223) conceitua AVA como um "espaço fecundo de
significação onde seres humanos e
objetos técnicos interagem, potencializando assim a
construção de conhecimentos, logo
a aprendizagem".
Portanto, o AVA consiste em um
espaço virtual para a interação a distância (TREFFTZ
apud GOUVEIA, 2000), viabilizando
a comunicação síncrona e assíncrona para a realização de
atividades em equipe.
O AVA é integrado ao LMS sendo que
este último possibilita o controle,
desenvolvimento, gerenciamento e
acompanhamento dos cursos e conteúdos online (ANDRADE
e BRASILEIRO, 2003) e permite a
automatização de aspectos administrativos, como inscrição,
disponibilização de conteúdos,
ferramentas de comunicação, registro de desempenho e
atividades (LIMA e CAPITÃO, 2003).
Os AVA´s dispõem de variados
recursos para apoiar a interação e a dinamização no
processo de aprendizagem. Entre as
ferramentas mais utilizadas estão os chats, os fóruns, osgrupos de
discussão, oriundos da Web 1.0 e os blogs, os wikis e podcasts,
os quais são os
principais expoentes da Web 2.0.
Ressalta-se que para a
aprendizagem online, tais ambientes e ferramentas servem de
suporte para dinamizar o
conhecimento, todavia deve ser observado o aspecto humano e da
coletividade, ou seja, a
participação dos principais atores torna-se essencial para que o processo
de ensino e aprendizagem logre
êxito. No próximo item será aprofundada esta abordagem.
3. A importância
da colaboração para a construção do conhecimento
Na visão de Terra e Gordon (2002),
a evolução do conhecimento depende do trabalho
coletivo e não individual. Isto
porque o conhecimento é visto como uma construção social e está
vinculado a participação humana.
Se acumulado e mantido apenas em
nível individual, o conhecimento poderá se
desenvolver, entretanto, numa
escala inferior do que se o mesmo fosse compartilhado
socialmente. Isto porque o
conhecimento nasce a partir de ações individuais, é difundido
organizacionalmente por diferentes
interpretações e percepções através das relações pessoais. O
resultado dessa interação é um
novo conhecimento, ampliado e refinado.
Desse modo, para que o
conhecimento seja criado é fundamental segundo Corrêa (2004),
que haja o compartilhamento de
saberes, opiniões e idéias, nesta linha de discussões e debates,
sobressaia como resultado um novo
conhecimento. Corroborando, Terra (2000) compreende que
o compartilhamento propicia a
criação de círculos virtuosos de geração de conhecimentos.
Para Nonaka e Takeuchi (1997) a
criação de novos conhecimentos depende da interação
contínua entre as pessoas. Esse
processo é desenvolvido pela troca social entre os conhecimentos
tácito1 e explícito2 de cada
indivíduo e entre indivíduos (a nível intra e inter organizacional)
denominado “conversão do
conhecimento3”. Seguindo abordagem dos autores, o conhecimento
começa a nível individual e é
desenvolvido coletivamente.
Portanto, o processo de criação de
conhecimento depende da contribuição individual e da
interação que ocorre dentro de um
dado grupo por meio de diálogos e debates. A partir de tais
1 O conhecimento tácito tem
caráter pessoal, é difícil de ser transmitido e compreende as relações
cognitivas
dos indivíduos (analogias e
modelos mentais).
2 Refere-se ao conhecimento capaz
de ser facilmente difundido em linguagem formal e sistemática, podendo
ser materializado por meio de
documentos, sons, imagens, vídeos, dentre outros.
3 Processo contínuo, em forma de
espiral que envolve a conversão do conhecimento em quatro modos:
socialização, externalização, combinação e
internalização.
interações, novas perspectivas são
criadas impulsionando os indivíduos a questionarem as
premissas existentes e a
compreenderem suas experiências de uma nova forma. Com base nessas
interações o conhecimento deixa de
ser parte e começa a ser todo, a ser coletivo.
O conhecimento coletivo, fruto do
compartilhamento de conhecimentos individuais,
representa algo maior do que a
soma desses conhecimentos em separado.
Todavia, para que o conhecimento
coletivo se desenvolva é preciso que haja um
engajamento comum entre os
indivíduos, pautado na sinergia das relações entre eles. Ou seja,
segundo os autores Nonaka e
Takeuchi (1997) é necessário atitudes e posturas permeadas por um
senso de colaboração.
Como essência, a colaboração
pressupõe que dois ou mais indivíduos trabalhem
conjuntamente trocando idéias e
experiências entre si, surgindo como fruto da interação entre
eles novos conhecimentos,
favorecendo ambos. Desse modo, todos indivíduos devem participar
pois cada um possui modelos
mentais, experiências, insights únicos que podem enriquecer o
todo. Tal abordagem vai ao
encontro do termo definido por Lévy (1998, p.28) de “inteligência
coletiva”, onde o autor baseia-se
no “enriquecimento mútuo das pessoas[...].Ninguém sabe tudo,
todos sabem alguma coisa, todo o
saber está na humanidade”.
O sentido de colaboração pode ser
apresentado fazendo-se uma analogia através da Lei de
Metcalfe4. Esta lei contextualiza
o valor dos sistemas de comunicação, possuindo o seguinte
enunciado: “o valor de um sistema
de comunicação cresce ao quadrado do número de usuários
do sistema”.
Um exemplo de aplicação da lei é
quanto ao uso do telefone. Se apenas um indivíduo o
possuir, o telefone não terá
utilidade nenhuma. Porém se dezenas ou centenas de indivíduos
possuírem o aparelho, eles poderão
se comunicar entre si, agregando assim valor de uso.
O mesmo princípio pode ser
afirmado quanto a colaboração pois quanto maior o espírito
de colaboração, o compartilhamento
será intensivo propiciando um maior número de interações
interpessoais e conseqüentemente
um novo conhecimento será criado com mais valor, gerando
benefícios a todos. Isso porque se
o indivíduo compartilhar um determinado conhecimento, este
será refinado coletivamente. Do
mesmo modo, se mantido em nível individual o conhecimento
será empobrecido.
Na visão de Hills (1997, p.49) a
colaboração potencializa o senso coletivo, agregando
valor e trazendo benefícios ao
grupo. Segundo a autora,
a colaboração estimula o trabalho
em conjunto gerando benefícios no
sentido de produzir um produto
muito maior que a soma de suas partes.
Durante o processo os
colaboradores desenvolvem uma compreensão
compartilhada muito mais profunda
do que seria se tivessem trabalhando
sozinhos ou contribuído com uma
pequena parte do produto final.
Um exemplo da aplicabilidade da
colaboração é quanto as grandes descobertas que
ocorrem na medicina, ciência e
outros campos, onde a partir da interação e esforço de dois ou
mais colaboradores novos
conhecimentos são criados.
Nessa perspectiva, para que os
indivíduos colaborem coletivamente é preciso um espaço
que permita o diálogo, a
discussão, o contato, a interação entre eles. É exatamente nesse contexto
que os ambientes de aprendizagem
podem atuar a fim de intensificar a prática colaborativa.
4. A plataforma
de ensino como fator diferencial para aprendizagem
A plataforma de ensino quando
permite a interatividade conjunta entre os atores
participantes, possibilita ao
aluno uma melhor compreensão e assimilação do conteúdo
oferecido, facilitando o processo
de ensino e aprendizagem. Logo, o conhecimento coletivo
encontra nesta situação campo
propício para sua propagação e desenvolvimento.
Assim, no momento que se utiliza
uma plataforma adequada, com recursos da Web 2.0, a
interação ocorre de forma
simultânea entre todos os atores deste processo (professores, tutores e
alunos) estabelecendo um elo entre
eles e agregando aos mesmos, valores comuns a fim de
identificá-los como uma equipe.
De acordo com Mercado (2007), as
principais dificuldades encontradas na educação
online, concentram-se nos
seguintes aspectos: desenho e conteúdo do curso; planejamento
apropriado da interatividade e do
trabalho colaborativo por parte do tutor; conteúdo do curso
desinteressante para o aluno;
prática do professor na EAD online; comunicação entre tutoraluno;
preparação do aluno para estudar
online; dificuldades para interação de trabalhos em
grupo; administração do tempo
relacionado com a aprendizagem; e o exercício da tutoria online.
No que tange ao aspecto desenho e
conteúdo do curso, quando o conteúdo abordado está
de fácil entendimento, a tendência
do aluno é de ter maior interesse pelo curso online. Nestesentido, a
comunicação síncrona e assíncrona, permite o aluno interagir com seu tutor,
proporcionando maior flexibilidade
aos estudos online.
A evasão é considerada na educação
à distância um dos maiores desafios a serem
suplantados e um dos motivos que a
sustenta é o desestímulo ao conteúdo ofertado. A
“navegação” no ambiente, seja para
encontrar os conteúdos, bem como a dificuldade em
interagir com outros alunos, o
tutor e o professor, acabam tornando-se barreiras para o processo
de ensino e aprendizagem a
distância.
Porém outros fatores também podem
contribuir com a evasão, desde a estrutura de apoio
dado aos alunos, questões
financeiras e desinteresse pelo conteúdo propriamente dito. Enfim,
poderemos enumerar vários itens,
porém para o interesse deste estudo podemos afirmar que a
plataforma é sem dúvida,
determinante para retenção do aluno no curso à distância.
O professor em EAD possui
características próprias, inerentes a sua função, diferentes
daquelas vivenciadas nas aulas presenciais,
dentre as quais podemos assim enumerá-las:
transmite informações de forma
concisa; propõe poucos exercícios, acarretando baixa
interatividade; utiliza
vocabulário diferente ao habitual dos alunos; exagera na repetição; o plano
de aula nem sempre é seguido; o
tempo de aula não é dividido com vistas a abarcar todo o
conteúdo, ocasionando desta forma
uma separação entre a teoria e a prática, conforme afirma
Mercado (2007).
As avaliações em EAD possuem
relação intrínseca com a qualidade da estrutura ofertada
pela plataforma do ambiente
virtual. Os indicadores de trabalho dos alunos são ali apontados e
acompanhados pelos mesmos, sendo,
portanto o meio principal de acesso a informações
referentes as recomendações de
como dirigir seus estudos.
A adaptação do aluno,
principalmente o adulto, ao estudo do EAD, é quebra de
paradigma, acarretando assim
resistências, a esta nova modalidade de ensino. Então, as
dificuldades para a adaptação
ocorrerão, principalmente se não existir um planejamento incisivo.
Entre as iniciativas para evitar
esta tensão inicial nos alunos, é estabelecer um processo de
socialização com os demais alunos
online e em seguida apresentar as ferramentas de estudo, que
servirão de suporte para
aprendizagem. Sabendo de antemão que o aluno não pode ser
sobrecarregado com diversas
tarefas simultâneas, o fluxo de informação, afirma Mercado (2007)
deve ser regulado pelo tutor.
Quando relacionamos a plataforma
virtual como fator determinante para a aprendizagem
online dos alunos, também temos
que destacar que a sintonia com os tutores torna-se cada vezmais necessária. O
tutor deve possuir atenção para comunicar-se com os alunos, respondendo as
indagações formuladas e desse modo
proporcionar uma interação real. Quando isto não ocorre o
sentimento de frustração é
evidenciado nos alunos, gerando assim sua desmotivação para
continuar seus estudos online.
Nesse contexto, para evitar a
diáspora dos alunos, o tutor deve respondê-los rapidamente
e de forma adequada, bem como
motivá-los a utilizarem as ferramentas que compõem o
ambiente, além de ter
sensibilidade para verificar se determinado aluno vem se distanciando
quando não participa mais do
grupo. Nesse caso, deve tentar convencê-lo a retornar a suas
atividades.
6. Conclusões
Podemos afirmar que os recursos
tecnológicos hoje presentes alteraram de forma
substancial o modelo de
aprendizagem, do sistema convencional (presencial) para modelo de
educação à distância, usando os
ambientes virtuais de aprendizagem como fonte para
disseminação do conhecimento.
Sabemos de antemão que o Brasil
tem um passivo significativo de conhecimento sendo
algo que assola a nação,
principalmente entre os adultos, que encontram na educação online, uma
possibilidade que poderá levá-los
a descoberta de um mundo novo, com educação de qualidade e
duradoura.
Porém não está restrito somente
este universo acima mencionado, estende-se também às
crianças, jovens e idosos,
tornando o aspecto geográfico, uma barreira a menos para a construção
do saber, podendo também ser
aplicado de forma conjunta com o ensino presencial.
Neste contexto, evidenciamos a
importância dos ambientes virtuais de aprendizagem para
a educação à distância, sendo
elementos determinantes para a construção e democratização do
conhecimento em todos os segmentos
da sociedade.
O aporte de ferramentas da Web
2.0, que permitem o uso de recursos multimídia e da
interação dinâmica, principalmente
através dos blogs, wikis e podcasts possibilita que novas
perspectivas se tornem presentes
no processo de ensino e aprendizagem com substancial valor
agregado. A adoção destas
ferramentas pode motivar a participação dos alunos atenuando sua
evasão, tornando-os participantes
principais do processo e não mais meros coadjuvantes, tecendo
assim um elo entre toda a cadeia produtiva do
conhecimento.
Podemos afirmar, portanto, que as
ferramentas da Web 2.0 possibilitam a construção de
inteligências coletivas e que
estamos diante de um paradigma, ainda em fase de construção dos
construtos, porém sua validação
torna-se determinante para fomento de uma nova sociedade do
conhecimento, alicerçada na
interatividade e na comunicação multi-sensitiva entre os atores
envolvidos no processo de ensino e
aprendizagem.
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